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Guia de projeto de hardware do SF32LB57x — armazenamento e fabricação

Parte do guia de projeto de hardware do SF32LB57x

Esta página aborda as seções 5.6 e 5.7 das diretrizes de projeto de esquemático: armazenamento e conectividade, e fabricação. Volte para Clock, RF e interfaces de usuário ou avance para Diretrizes de layout de PCB.

5.6. Armazenamento e conectividade

5.6.1. Armazenamento e boot

As decisões de armazenamento e boot devem ser avaliadas em conjunto. A mídia de boot escolhida determina os resistores de configuração, o estado padrão de alimentação do armazenamento, a alocação dos barramentos e o acesso de recuperação em produção.

Variantes com Flash SPI NOR integrada ao encapsulamento inicializam por ela por padrão. As variantes sem essa Flash devem inicializar a partir de armazenamento externo. A mídia externa é selecionada por PA13 (Bootstrap[1]) e PA17 (Bootstrap[0]). O esquemático da SiFli mostra um jumper e um footprint reservado para um resistor de pull-up de 7,5 kΩ em cada sinal, conectado a VDD33_VOUT1/VDDIOA.

Jumpers de seleção de boot e pull-ups de PA13 e PA17
Figura 5.6-1: Circuito de seleção de boot por PA13 e PA17
Tabela 5.6-1: Seleção da mídia externa de boot
PA13 (Bootstrap[1]) PA17 (Bootstrap[0]) Mídia externa de boot
L L SPI NOR Flash
L H SPI NAND Flash
H L SD NAND Flash
H H eMMC

5.6.2. Interfaces de armazenamento

O SF32LB57x oferece suporte a Flash SPI NOR externa, Flash SPI NAND, Flash SD NAND e eMMC. Somente o MPI3 nos pinos PA12 a PA17 oferece suporte a SPI NOR e SPI NAND; qualquer uma das duas interfaces SDIO pode conectar SD NAND ou eMMC. Em algumas variantes disponíveis para pedido, a memória integrada ao encapsulamento ocupa o MPI3.

Antes de finalizar o esquemático, confirme:

  • Se a Flash ou PSRAM integrada ao encapsulamento ocupa um canal MPI.
  • Qual mídia externa de boot será usada: SPI NOR, SPI NAND, SD NAND ou eMMC.
  • Se a tensão de IO é compatível com o dispositivo de armazenamento.
  • Se os pull-ups, o sinal de seleção do dispositivo (CS), o clock, as linhas de dados e o controle de alimentação atendem aos requisitos de boot.
  • Se o estado padrão de alimentação da mídia externa de boot está correto.
Tabela 5.6-2: Conexões recomendadas de armazenamento no MPI3
Sinal de armazenamento SPI NOR / SPI NAND SD NAND / eMMC
CS# / SD2_D2 PA12 PA12
SO / SD2_D3 PA13 PA13
WP# / SD2_CLK PA14 PA14
SI / SD2_CMD PA15 PA15
SCLK / SD2_D0 PA16 PA16
HOLD# / SD2_D1 PA17 PA17

5.6.3. Controle de boot e alimentação

A eMMC tem domínios de alimentação separados para VCC e VCCQ. Comutar os dois juntos reduz o consumo durante o desligamento, mas torna mais lenta a saída do modo de suspensão e aumenta o consumo médio da CPU. Comutar apenas VCC e manter VCCQ sempre alimentado aumenta o consumo durante o desligamento, mas acelera a retomada da eMMC e reduz o consumo médio da CPU.

Tabela 5.6-3: Requisitos de pull-up para armazenamento externo no MPI3
Mídia externa PA13 PA15 PA17
SPI NOR Flash MPI D1: sem pull-up Não especificado na fonte MPI D3: sem pull-up
SPI NAND Flash MPI D1: sem pull-up Não especificado na fonte MPI D3: pull-up de 7,5 kΩ
SD NAND Flash SD D3: pull-up de 7,5 kΩ SD CMD: pull-up de 7,5 kΩ SD D1: sem pull-up
eMMC SD D3: pull-up de 7,5 kΩ SD CMD: pull-up de 7,5 kΩ SD D1: pull-up de 7,5 kΩ

“Não especificado na fonte” significa que o checklist de origem não estabelece um requisito para essa célula; não significa que o pull-up seja desnecessário.

A seleção da mídia externa de boot é mostrada na Tabela 5.6-1 e na Figura 5.6-1. O sinal de habilitação da chave de alimentação do armazenamento é fixo em PA21 e ativo em nível alto. Escolha a alimentação conforme a variante:

  • Variantes alimentadas por bateria: a Flash SPI NOR externa pode ser alimentada continuamente por VDD33_VOUT1; a Flash SPI NAND deve ser alimentada por uma chave após VDD33_VOUT1. SD NAND e eMMC usam um LDO externo, preferencialmente habilitado por PA21. Em encapsulamentos sem PA21, pode-se usar um GPIO cujo padrão após o reset seja pull-up.
  • Variantes alimentadas em 3,3 V: use um LDO externo para todo armazenamento externo de boot; PA21 é recomendado para habilitá-lo.
  • A Flash SPI NOR pode permanecer alimentada; SPI NAND, SD NAND e eMMC exigem uma chave de alimentação. Para inicializar por mídia externa, sua alimentação precisa estar ligada por padrão durante a inicialização.
  • Reserve footprints para pull-ups em PA13 e PA17 e monte-os conforme a mídia de boot; o valor recomendado é 7,5 kΩ. Consulte a Tabela 5.6-3 para os requisitos de cada pino MPI3.
  • Se a memória integrada ao encapsulamento ocupar o MPI3, o uso externo desse canal fica limitado a SD NAND ou eMMC; não conecte Flash SPI NOR/SPI NAND externa a ele.
  • Compatibilize a tensão de IO do armazenamento com a alimentação de IO do MCU e escolha um componente listado na Lista de Fornecedores Aprovados (AVL) do projeto.

5.6.4. GPIO e multiplexação de pinos

Planeje os GPIOs antes de atribuir todos os periféricos do produto, pois sinais de boot, depuração, despertar, USB, analógicos, de display, de armazenamento e de alta velocidade podem limitar a flexibilidade da matriz de roteamento.

5.6.5. Planejamento dos pinos

O SF32LB57x oferece multiplexação flexível de pinos, mas os seguintes sinais devem ser definidos desde o início:

  • RF, cristais, alimentação, USB, áudio analógico, GPADC, boot e depuração.
  • Interfaces de alta velocidade para display, SDIO, armazenamento e DCMI que exigem grupos específicos de pinos.
  • GPIOs de despertar, configuração de boot, seleção de SWD e pinos de teste de produção.

5.6.6. Diretrizes para GPIO

  • Configure os GPIOs não utilizados para um estado definido.
  • Compatibilize a tensão de IO dos periféricos com o domínio de alimentação de IO correspondente.
  • Inclua no orçamento de energia a corrente de fuga durante o sono causada por pull-ups de GPIO.
  • Quando um pino for reutilizado como entrada analógica, USB, áudio ou função especial, configure os caminhos de entrada/saída digital conforme o manual do usuário.
  • A flexibilidade da matriz de roteamento não elimina as restrições de layout para sinais de alta velocidade. Respeite os requisitos dos grupos de pinos e da PCB.

Cada GPIO pode selecionar as funções 0 a 15 por meio da tabela IO MUX abaixo. A coluna Function 16-255 indica o roteamento pela matriz; a tabela seguinte enumera os índices de função de 16 a 175. Consulte as duas tabelas em conjunto para confirmar em qual pino físico cada sinal periférico pode ser alocado antes de congelar o esquemático.

Tabela 5.6-4: Tabela IO MUX
PAD PUPD Função 0 Função 1 Função 2 Função 3 Função 4 Função 5 Função 6 Função 15 Funções 16–255
PA00 PD GPIO_A0 LCDC1_SPI_RSTB - SD2_DIO2 - - - - Tabela da matriz
PA01 PD GPIO_A1 - - SD2_DIO3 - - - - Tabela da matriz
PA02 PD GPIO_A2 LCDC1_SPI_TE - SD2_CLK - - - - Tabela da matriz
PA03 PU GPIO_A3 LCDC1_SPI_CS - SD2_CMD - - - - Tabela da matriz
PA04 PD GPIO_A4 LCDC1_SPI_CLK - SD2_DIO0 - - - - Tabela da matriz
PA05 PD GPIO_A5 LCDC1_SPI_DIO0 - SD2_DIO1 - - - - Tabela da matriz
PA06 PD GPIO_A6 LCDC1_SPI_DIO1 SD1_DIO2 - - - - - Tabela da matriz
PA07 PD GPIO_A7 LCDC1_SPI_DIO2 SD1_DIO3 - - - - - Tabela da matriz
PA08 PD GPIO_A8 LCDC1_SPI_DIO3 SD1_CLK - - - - - Tabela da matriz
PA09 PD GPIO_A9 - SD1_CMD - - - - #ADC1N Tabela da matriz
PA10 PD GPIO_A10 - SD1_DIO0 - - - - #ADC2P Tabela da matriz
PA11 PU GPIO_A11 MPI3_CS2 SD1_DIO1 - - - - #ADC2N Tabela da matriz
PA12 PU GPIO_A12 MPI3_CS SD1_DIO2 - - - - - Tabela da matriz
PA13 PD GPIO_A13 MPI3_DIO1 SD1_DIO3 - - - - - Tabela da matriz
PA14 PD GPIO_A14 MPI3_DIO2 SD1_CLK - - - - - Tabela da matriz
PA15 PD GPIO_A15 MPI3_DIO0 SD1_CMD - - - - - Tabela da matriz
PA16 PD GPIO_A16 MPI3_CLK SD1_DIO0 - - - - - Tabela da matriz
PA17 PD GPIO_A17 MPI3_DIO3 SD1_DIO1 - - - - - Tabela da matriz
PA18 PU GPIO_A18 USART1_RXD SWCLK - - - - - Tabela da matriz
PA19 PU GPIO_A19 USART1_TXD SWDIO - - - - - Tabela da matriz
PA20 PD GPIO_A20 SWO - - - - - - Tabela da matriz
PA21 PD GPIO_A21 - - - - - - - Tabela da matriz
PA22 - GPIO_A22 - SD1_DIO2 SD2_DIO2 - - - #XTAL32K_XI Tabela da matriz
PA23 - GPIO_A23 - SD1_DIO3 SD2_DIO3 - - - #XTAL32K_XO Tabela da matriz
PA24 PD GPIO_A24 SPI1_DIO SD1_CLK SD2_CLK #RTC_CLK #LPTIM2_OUT #LPTIM2_OUTB - Tabela da matriz
PA25 PD GPIO_A25 SPI1_DI SD1_CMD SD2_CMD #RTC_CLK #LPTIM2_OUT #LPTIM2_OUTB #XTAL32K_EXT Tabela da matriz
PA26 PU GPIO_A26 - SD1_DIO0 SD2_DIO0 #RTC_CLK #LPTIM2_OUT #LPTIM2_OUTB - Tabela da matriz
PA27 PU GPIO_A27 - SD1_DIO1 SD2_DIO1 #RTC_CLK #LPTIM2_OUT #LPTIM2_OUTB - Tabela da matriz
PA28 PD GPIO_A28 SPI1_CLK - SD2_DIO2 - - - #GPADC_CH0 Tabela da matriz
PA29 PD GPIO_A29 SPI1_CS - SD2_DIO3 - - - #GPADC_CH1 Tabela da matriz
PA30 PD GPIO_A30 - - SD2_CLK #EFUSE_PWR - - #GPADC_CH2 Tabela da matriz
PA31 PD GPIO_A31 - - SD2_CMD - - - #GPADC_CH3 Tabela da matriz
PA32 PD GPIO_A32 - - SD2_DIO0 - - - #GPADC_CH4 Tabela da matriz
PA33 PD GPIO_A33 - - SD2_DIO1 #WKUP_PIN - - #GPADC_CH5 Tabela da matriz
PA34 PD GPIO_A34 - - - #WKUP_PIN - - #GPADC_CH6 Tabela da matriz
PA35 PD GPIO_A35 - - USB_DP #WKUP_PIN - - #GPADC_CH7 Tabela da matriz
PA36 PD GPIO_A36 - - USB_DM #WKUP_PIN - - #GPADC_CH8 Tabela da matriz
PA37 PD GPIO_A37 SPI2_DIO SD1_DIO2 - #WKUP_PIN - - #GPADC_CH9 Tabela da matriz
PA38 PD GPIO_A38 SPI2_DI SD1_DIO3 - #WKUP_PIN - - #GPADC_CH10 Tabela da matriz
PA39 PU GPIO_A39 SPI2_CLK SD1_CLK - #WKUP_PIN - - - Tabela da matriz
PA40 PU GPIO_A40 SPI2_CS SD1_CMD - #WKUP_PIN - - - Tabela da matriz
PA41 PU GPIO_A41 - SD1_DIO0 - #WKUP_PIN - - - Tabela da matriz
PA42 PU GPIO_A42 - SD1_DIO1 - #WKUP_PIN - - - Tabela da matriz
PA43 PD GPIO_A43 SWCLK - - - - - - Tabela da matriz
PA44 PD GPIO_A44 SWDIO - - - - - - Tabela da matriz
PA45 PD GPIO_A45 - - SD2_DIO2 - - - - Tabela da matriz
PA46 PD GPIO_A46 - - SD2_DIO3 - - - - Tabela da matriz
PA47 PD GPIO_A47 - - SD2_CLK - - - - Tabela da matriz
PA48 PD GPIO_A48 - - SD2_CMD - - - - Tabela da matriz
PA49 PD GPIO_A49 - - SD2_DIO0 - - - - Tabela da matriz
PA50 PD GPIO_A50 - - SD2_DIO1 - - - - Tabela da matriz
PA51 PD GPIO_A51 - - - - - - - Tabela da matriz
PA52 PD GPIO_A52 - - - - - - - Tabela da matriz
PA53 PD GPIO_A53 - - - - - - - Tabela da matriz
PA54 PD GPIO_A54 - - - - - - - Tabela da matriz
PA55 PD GPIO_A55 - - - - - - #ADC1P Tabela da matriz
PA56 PD GPIO_A56 - - - - - - #MICBIAS Tabela da matriz
PA57 PD GPIO_A57 - - - - - - - Tabela da matriz

O negrito indica a função do pino após o reset. PUPD indica a direção do pull interno após o reset (PU: pull-up; PD: pull-down; -: nenhum). # identifica uma função analógica.

Note

  • As funções analógicas só podem ser acessadas pelas Funções 0–15 da tabela IO MUX acima.
  • Somente PA11 a PA17 e SB01 a SB09 oferecem suporte à interface MPI.
  • Nos modos Sleep, DeepSleep e Standby, somente PA24 a PA27 podem continuar emitindo sinais; esses pinos podem gerar o clock PWM do LPTIM2 até 16 kHz.
  • PA18 e PA19 são os pinos dedicados à depuração e oferecem suporte a DBG-UART e SWD.
  • PA43 e PA44 são pinos de depuração alternativos e oferecem suporte apenas a SWD.
  • PA00 e PA01 configuram o modo de download do dispositivo e a seleção da localização dos pinos SWD; consulte a Seção 5.7.1.
  • As interrupções externas de hardware para despertar estão limitadas aos dez GPIOs PA33 a PA42.
Tabela 5.6-5: Tabela da matriz (índice de função 16–175)
Módulo Largura (bits) Índice Subíndice Função
I2C 8 16-23 0-7 I2C1_SCL, I2C1_SDA, I2C2_SCL, I2C2_SDA, I2C3_SCL, I2C3_SDA, I2C4_SCL, I2C4_SDA (na ordem dos índices).
SPI 8 24-31 8-15 SPI1_CLK, SPI1_CS, SPI1_DI, SPI1_DIO, SPI2_CLK, SPI2_CS, SPI2_DI, SPI2_DIO (na ordem dos índices).
UART 12 32-43 16-27 UART1_TXD, UART1_RXD, UART1_RTS, UART1_CTS, UART2_TXD, UART2_RXD, UART2_RTS, UART2_CTS, UART3_TXD, UART3_RXD, UART3_RTS, UART3_CTS (na ordem dos índices).
CAN 4 44-47 28-31 CAN1_TXD, CAN1_RXD, CAN2_TXD, CAN2_RXD (na ordem dos índices).
PTA/BT 6 48-53 32-37 BT_ACTIVE, BT_PRIORITY, BT_COLLISION, WLAN_ACTIVE, BT_TX, BT_RX (na ordem dos índices).
GPTIM 10 54-63 38-47 GPTIM1_CH1, GPTIM1_CH2, GPTIM1_CH3, GPTIM1_CH4, GPTIM1_ETR, GPTIM2_CH1, GPTIM2_CH2, GPTIM2_CH3, GPTIM2_CH4, GPTIM2_ETR (na ordem dos índices).
LPTIM 6 64-69 48-53 LPTIM1_IN, LPTIM1_OUT, LPTIM1_ETR, LPTIM2_IN, LPTIM2_OUT, LPTIM2_ETR (na ordem dos índices).
ATIM 20 70-89 54-73 ATIM1_CH1, ATIM1_CH2, ATIM1_CH3, ATIM1_CH4, ATIM1_ETR, ATIM1_CH1N, ATIM1_CH2N, ATIM1_CH3N, ATIM1_BK, ATIM1_BK2, ATIM2_CH1, ATIM2_CH2, ATIM2_CH3, ATIM2_CH4, ATIM2_ETR, ATIM2_CH1N, ATIM2_CH2N, ATIM2_CH3N, ATIM2_BK, ATIM2_BK2 (na ordem dos índices).
PWM 5 90-94 74-78 PWM1_CH1, PWM1_CH2, PWM1_CH3, PWM1_CH4, PWM1_CH5 (na ordem dos índices).
I2S 10 95-104 79-88 I2S1_MCLK, I2S1_SDO, I2S1_SDI, I2S1_BCK, I2S1_LRCK, I2S2_MCLK, I2S2_SDO, I2S2_SDI, I2S2_BCK, I2S2_LRCK (na ordem dos índices).
PTM 16 105-120 89-104 De PTM1_CH0 a PTM1_CH15 (na ordem dos índices).
LCDC 30 121-150 105-134 LCDC_IF0 a LCDC_IF29 (na ordem dos índices). Consulte a Tabela 5.6-6 para ver o submapeamento de cada modo de interface.
PDM 6 151-156 135-140 PDM1_CLK, PDM2_CLK, PDM1_DATA, PDM1_DATA2, PDM2_DATA, PDM2_DATA2 (na ordem dos índices).
DCMI 19 157-175 141-159 DCMI_CLK, DCMI_HSYNC, DCMI_VSYNC, de DCMI_DI0 a DCMI_DI15 (na ordem dos índices).

A matriz pode rotear qualquer GPIO para qualquer uma das funções acima, respeitando as restrições de roteamento e layout descritas neste guia. As colunas de índice e subíndice contêm os valores exatos dos campos de registro usados para configurar o roteador da matriz no firmware.

Tabela 5.6-6: Subtabela de multiplexação da matriz LCDC
Sinal da matriz SPI (IF_SEL=0) JDI (IF_SEL=0) EPD (IF_SEL=1) DBI (IF_SEL=2) DPI (IF_SEL=3)
LCDC_IF0 LCDC_SPI_TE - LCDC_TCON_GDSP LCDC_8080_TE LCDC_DPI_CLK
LCDC_IF1 LCDC_SPI_RSTB - LCDC_TCON_GDCLK LCDC_8080_RSTB LCDC_DPI_HSYNC
LCDC_IF2 LCDC_SPI_CS - LCDC_TCON_SDCLK LCDC_8080_CS LCDC_DPI_VSYNC
LCDC_IF3 LCDC_SPI_CLK - LCDC_TCON_SDSTL LCDC_8080_WR LCDC_DPI_DE
LCDC_IF4 - - LCDC_TCON_SDLE LCDC_8080_RD LCDC_DPI_SD
LCDC_IF5 - - LCDC_TCON_SDOE LCDC_8080_DC LCDC_DPI_CM
LCDC_IF6 LCDC_SPI_DIO0 - LCDC_TCON_SDAT0 LCDC_8080_DIO0 LCDC_DPI_R0
LCDC_IF7 LCDC_SPI_DIO1 - LCDC_TCON_SDAT1 LCDC_8080_DIO1 LCDC_DPI_R1
LCDC_IF8 LCDC_SPI_DIO2 - LCDC_TCON_SDAT2 LCDC_8080_DIO2 LCDC_DPI_R2
LCDC_IF9 LCDC_SPI_DIO3 - LCDC_TCON_SDAT3 LCDC_8080_DIO3 LCDC_DPI_R3
LCDC_IF10 - LCDC_JDI_SCS LCDC_TCON_SDAT4 LCDC_8080_DIO4 LCDC_DPI_R4
LCDC_IF11 - LCDC_JDI_SCLK LCDC_TCON_SDAT5 LCDC_8080_DIO5 LCDC_DPI_R5
LCDC_IF12 - LCDC_JDI_SO LCDC_TCON_SDAT6 LCDC_8080_DIO6 LCDC_DPI_R6
LCDC_IF13 - LCDC_JDI_DISP LCDC_TCON_SDAT7 LCDC_8080_DIO7 LCDC_DPI_R7
LCDC_IF14 - LCDC_JDI_EXTCOMIN LCDC_TCON_SDAT8 LCDC_8080_DIO8 LCDC_DPI_G0
LCDC_IF15 - - LCDC_TCON_SDAT9 LCDC_8080_DIO9 LCDC_DPI_G1
LCDC_IF16 - - LCDC_TCON_SDAT10 LCDC_8080_DIO10 LCDC_DPI_G2
LCDC_IF17 - - LCDC_TCON_SDAT11 LCDC_8080_DIO11 LCDC_DPI_G3
LCDC_IF18 - LCDC_JDI_VCK LCDC_TCON_SDAT12 LCDC_8080_DIO12 LCDC_DPI_G4
LCDC_IF19 - LCDC_JDI_XRST LCDC_TCON_SDAT13 LCDC_8080_DIO13 LCDC_DPI_G5
LCDC_IF20 - LCDC_JDI_HCK LCDC_TCON_SDAT14 LCDC_8080_DIO14 LCDC_DPI_G6
LCDC_IF21 - LCDC_JDI_HST LCDC_TCON_SDAT15 LCDC_8080_DIO15 LCDC_DPI_G7
LCDC_IF22 - LCDC_JDI_ENB - LCDC_8080_RWN LCDC_DPI_B0
LCDC_IF23 - LCDC_JDI_VST - LCDC_8080_CS2 LCDC_DPI_B1
LCDC_IF24 - LCDC_JDI_R1 - - LCDC_DPI_B2
LCDC_IF25 - LCDC_JDI_G1 - - LCDC_DPI_B3
LCDC_IF26 - LCDC_JDI_B1 - - LCDC_DPI_B4
LCDC_IF27 - LCDC_JDI_R2 - - LCDC_DPI_B5
LCDC_IF28 - LCDC_JDI_G2 - - LCDC_DPI_B6
LCDC_IF29 - LCDC_JDI_B2 - - LCDC_DPI_B7

Valores de IF_SEL na tabela de submultiplexação LCDC

A tabela original da SiFli atribui IF_SEL=0 tanto ao modo SPI quanto ao JDI. Este artigo mantém os valores da fonte, mas a atribuição duplicada é ambígua. Antes de configurar o painel, confirme o valor no driver SDK e no projeto de referência correspondentes; não deduza o valor do registro apenas com base nesta tabela.

5.6.7. Interfaces gerais

Use os mesmos critérios para revisar cada interface de uso geral: conexões elétricas, tensão de IO, estado padrão durante reset e suspensão, alimentação dos pull-ups, exposição a ESD e conflitos com boot, depuração, despertar ou funções de alta velocidade.

PA34 oferece suporte à tecla de energia e à reinicialização por pressionamento prolongado. O reset é ativo em nível alto: instale um pull-down de 10 kΩ na placa. Ao pressionar a tecla, o pino vai para nível alto; mantê-la pressionada por 10 segundos aciona o reset por hardware. O circuito de referência de teclas por escada resistiva GPADC usa resistores de 1,1 kΩ, 2,8 kΩ e 5,1 kΩ. Os nós estão identificados, respectivamente, como 2,97 V/1,62 V, 2,58 V/1,41 V e 2,19 V/1,19 V. O nó PA34 também tem pull-down de 10 kΩ e capacitor de 100 nF para GND. Instale proteção ESD perto de cada tecla exposta.

Circuito de referência da tecla de energia PA34 e da tecla GPADC com escada resistiva
Figura 5.6-2: Circuito de referência das teclas PA34 e GPADC

Identificação das tensões da tecla GPADC

O esquemático da SiFli mostra dois valores de tensão separados por barra em cada nó de tecla, mas não explica as condições correspondentes. Confirme o mapeamento com a configuração de alimentação prevista e o projeto de referência antes de usar esses valores como limiares.

5.6.8. Princípios de revisão das interfaces

Revise quatro aspectos em cada interface periférica:

  1. A conectividade elétrica, incluindo inversão de sinais, resistores pull-up/pull-down, ESD e terminação.
  2. A compatibilidade entre domínios de tensão de IO, incluindo o risco de alimentação reversa quando o periférico estiver desligado.
  3. Os estados padrão seguros durante reset e suspensão.
  4. Conflitos com boot, download, SWD, USB, despertar ou funções multiplexadas de display de alta velocidade.

5.6.9. UART

  • O SF32LB57x tem três UARTs full-duplex, com taxas de até 6 Mbps e formatos de dados configuráveis. Os sinais podem usar pinos das Funções 0-15 ou ser roteados pela matriz para qualquer GPIO.
  • Conecte RXD do MCU a TXD do periférico e TXD do MCU a RXD do periférico.
  • Compatibilize a tensão de IO do periférico com o domínio de IO do MCU.
  • Revise o comportamento dos pinos UART durante o reset quando eles forem multiplexados com funções de USB, boot, download ou depuração.
  • PA18 e PA19 são os pinos DBG-UART padrão. Para interfaces de teste UART conectadas e desconectadas com frequência, a SiFli recomenda PA18, PA19, PA43 ou PA44; esse grupo de GPIOs suporta até 5,5 V. Em cabos de teste longos, adicione um resistor em série de 100 Ω para reduzir overshoot.

5.6.10. I2C

  • SDA e SCL precisam de resistores pull-up.
  • O SF32LB57x tem quatro interfaces I2C, cada uma com modos host e dispositivo, roteáveis pela matriz para qualquer GPIO.
  • A fonte recomenda 4,7 kΩ no Standard-mode (100 kHz), 2,2 kΩ a 3,3 kΩ no Fast-mode (400 kHz) e 1 kΩ a 2,2 kΩ no Fast-mode Plus (1 MHz). Para 400 kHz, comece com 2,2 kΩ e ajuste conforme a capacitância do barramento.
  • Em um barramento I2C compartilhado, basta um conjunto de pull-ups perto do host; não instale um conjunto em cada dispositivo. Alimente os pull-ups pelo trilho de alimentação do periférico, para desligá-los junto com ele e evitar fuga durante o sono.
  • Garanta que cada dispositivo no mesmo barramento tenha um endereço exclusivo.

5.6.11. SPI

  • O SF32LB57x tem duas interfaces SPI, cada uma com modos host e dispositivo; podem usar pinos das Funções 0-15 ou roteamento pela matriz.
  • Conecte SDO do MCU a SDI do periférico e SDI do MCU a SDO do periférico.
  • Ajuste CLK, CS, modo, fase, polaridade e frequência máxima conforme o datasheet do periférico.
  • Mantenha curtas as trilhas SPI de alta velocidade e preserve a continuidade do plano de referência de GND. Adicione amortecimento em série se os testes de integridade de sinal indicarem necessidade.
  • A SPI abaixo de 30 MHz pode usar roteamento pela matriz para qualquer GPIO; acima de 30 MHz, prefira pinos dedicados das Funções 0 a 15.
  • Para SPI de alta velocidade, coloque um resistor em série de 22 Ω a 27 Ω perto do driver e reserve uma posição para capacitor em derivação na linha de clock para ajuste da integridade de sinal.

5.6.12. SDIO

  • O SF32LB57x tem dois controladores host SD/MMC, que operam somente em modo host e aceitam cartões SD, periféricos SDIO e eMMC. Os sinais SDIO ficam fixos nos GPIOs definidos pelo multiplexador de pinos.
  • Roteie os sinais SDIO como um grupo.
  • Sempre que possível, mantenha o comprimento total em até cerca de 50 mm e a diferença de comprimento entre os sinais do grupo em até aproximadamente 6 mm.
  • Mantenha as trilhas CLK, CMD e DATA sobre um plano de referência de GND contínuo.
  • Verifique os pull-ups, o controle de alimentação e os domínios de tensão de SDIO/eMMC/SD NAND.
  • A 24 MHz, os pull-ups internos dos GPIOs podem ser suficientes para CMD e Data0 a Data3; a 48 MHz ou mais, adicione pull-ups externos de 10 kΩ em CMD e Data0 a Data3.
  • Adicione resistores em série de 27 Ω a 33 Ω nos sinais SDIO e reserve uma posição para capacitor em derivação na linha de clock.
  • Em um soquete TF externo, conecte DET a 3,3 V por um pull-up de 10 kΩ e configure o pino do MCU como entrada com pull-up interno. Adicione proteção ESD aos sinais SDIO e à alimentação.

5.6.13. USB

Tabela 5.6-7: Atribuição dos pinos USB
Sinal USB Pino GPIO
USB_DP PA35
USB_DM PA36
  • Roteie USB DP/DN como um par diferencial de 90 Ω.
  • USB DP/DM normalmente usam as funções multiplexadas de PA35/PA36. Com o USB habilitado, garanta que circuitos externos não imponham níveis inseguros durante o reset.
  • Coloque a proteção ESD perto do conector e faça os sinais passarem por ela antes de chegarem ao chip.
  • Evite derivações e mantenha o casamento do par e a continuidade da referência de GND.
  • Se o sistema precisar despertar ao detectar a conexão USB durante a suspensão, adicione um divisor de VBUS a um GPIO capaz de despertar o sistema. Recomenda-se compartilhar esse GPIO com a detecção de inserção do carregador.
  • PA35 é fixo como USB_DP e PA36 como USB_DM; essas funções não podem ser remapeadas. USB 2.0 FS suporta até 12 Mbps.
  • Reserve posições para resistores em série de 22 Ω ou 33 Ω perto do chip nas linhas DP/DM e para capacitores em derivação não montados, usados no ajuste da integridade de sinal.
  • O USB usa sinalização single-ended a 3,3 V. O chip integra um resistor de identificação; o software pode habilitar um pull-up de 1,5 kΩ em DP ou DM para identificar dispositivos Full-Speed ou Low-Speed. Com o USB habilitado, configure PA35 e PA36 como entradas de alta impedância para evitar conflitos no multiplexador.

5.6.14. CAN

  • O SF32LB57x tem duas interfaces CAN compatíveis com CAN 2.0B, roteáveis pela matriz para qualquer GPIO.
  • Compatibilize a alimentação e a tensão de IO do transceptor CAN com o MCU.
  • Adicione terminação, choque de modo comum e proteção ESD conforme os requisitos do sistema.
  • Em ambientes industriais ou automotivos, avalie surtos, EFT, ESD e diferenças de potencial entre terras.

5.6.15. GPADC

  • Mantenha a tensão de entrada GPADC dentro da faixa nominal de 0 V a 3,3 V.
  • Somente PA28 a PA38 (11 pinos) oferecem suporte a GPADC pelo pinmux; não atribua essa função a outros pinos.
  • Use resistores de 1% em medições com divisor resistivo.
  • Coloque um capacitor de filtro de 100 nF (0,1 µF) perto do pino do chip em cada entrada GPADC.
  • Mantenha as trilhas GPADC afastadas de DC/DC, RF, USB, SDIO, clocks do display e circuitos de carga.
Tabela 5.6-8: Atribuição dos pinos GPADC
Pino Função GPADC
PA28 GPADC_CH0
PA29 GPADC_CH1
PA30 GPADC_CH2
PA31 GPADC_CH3
PA32 GPADC_CH4
PA33 GPADC_CH5
PA34 GPADC_CH6
PA35 GPADC_CH7
PA36 GPADC_CH8
PA37 GPADC_CH9
PA38 GPADC_CH10
VBAT / VBATS GPADC_CH11; esses sinais pertencem ao domínio de tensão da bateria e têm uma faixa de medição diferente da dos pinos GPADC comuns.

Tensão do pino VBATS e faixa de medição

Para as variantes alimentadas com 3,3 V, a tabela de pinos de alimentação indica 0–4,7 V para VBATS, enquanto o checklist do esquemático limita a medição da tensão da bateria a 0–4,5 V. Para medições com GPADC, siga a faixa mais estreita de 0–4,5 V; não trate o limite de 4,7 V da tabela de pinos como uma faixa válida de medição do ADC.

5.7. Fabricação

5.7.1. Modos de boot e download em produção

Mantenha os pinos padrão de depuração e download acessíveis ao gabarito de produção e reserve os controles de boot antes de atribuir os pinos de IO do produto. O checklist de origem exige pontos de teste soldáveis em PA43/PA44 e pull-up mais ponto de teste em PA00; o resistor e o ponto de teste em PA01 são opcionais.

Tabela 5.7-1: Pontos de teste de depuração e controle de boot
Sinal Pino Requisito de produção
DBG_UART_RXD PA18 Reserve o pino padrão de recepção da UART de depuração; forneça acesso ao gabarito.
DBG_UART_TXD PA19 Reserve o pino padrão de transmissão da UART de depuração; forneça acesso ao gabarito.
SWD_CLK PA43 Forneça um ponto de teste soldável.
SWD_DIO PA44 Forneça um ponto de teste soldável.
Seleção do modo de boot PA00 Forneça um pull-up e um ponto de teste.
Seleção da posição do SWD PA01 Resistor e ponto de teste opcionais.
Tabela 5.7-2: Modos de boot e interfaces de download
PA00 / registro de boot PA01 Chave de boot do host Ramificação de boot e interfaces disponíveis
L H Qualquer Boot normal; PA19 não emite logs de boot; PA18/PA19 passam para SWD e o SWD em PA43/PA44 é desabilitado.
L L Desligada Boot normal; PA19 emite logs de boot; PA18/PA19 são DBG-UART e PA43/PA44 são SWD.
L L Ligada Modo de boot; são aceitos DBG-UART, SWD, UART e gravação via USB.
PA00 ou registro de boot = 1 L Qualquer Modo de boot; são aceitos DBG-UART, SWD, UART e gravação via USB.
PA00 ou registro de boot = 1 H Qualquer Modo de boot; PA19 não emite logs de boot; são aceitos SWD e gravação via USB, e PA18/PA19 passam para SWD.

Nome da UART de depuração na fonte

A seção 2.10 lista DB_UART_RXD duas vezes (sem o G). A tabela de pinos de depuração e o checklist identificam PA18 como DBG_UART_RXD e PA19 como DBG_UART_TXD. Confirme os nomes dos sinais pretendidos com o gabarito de produção antes da liberação; não reserve RXD duas vezes.

Tabela 5.7-3: Listas de pontos de teste de produção na fonte
Lista da fonte Escopo indicado Pontos de teste listados
Seção 2.10, lista de gravação em produção e calibração do cristal Não indicado VBAT, PVDD, GND, AVDD33, PA00, PA01 e DB_UART_RXD duas vezes.
Checklist de hardware 4.8, item 1 Variantes alimentadas por bateria VBAT ou 3,3 V, GND, PA18 (DBG_UART_RXD), PA19 (DBG_UART_TXD), VSYS (ausente nas variantes de 3,3 V) e PA34.
Checklist de hardware 4.8, item 3 Todos os modelos VBAT ou 3,3 V, GND, PA18, PA19, VDD33_VOUT1 (ausente na série de 3,3 V), PA00, PA01 e PA34; dimensione, espace e oriente os pads conforme as sondas do gabarito.

5.7.2. Gravação e calibração em produção

A fonte pede o uso de um programador offline para gravar a Flash e calibrar o cristal. Esta seção não especifica calibração de RF nem medição da corrente de alimentação. Ao definir os pads de produção, siga os requisitos da fonte para o tamanho, o espaçamento e a orientação das sondas; confirme também com o responsável pelo gabarito as diferenças entre as listas de pontos de teste da Tabela 5.7-3.

Consulte a documentação do programador offline da SiFli.

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